Vidro

Estudei Joalharia no AR.CO em Lisboa… mas só muitos anos depois me apaixonei pelo vidro.

As jóias são, desde a primeira luz, uma presença impactante onde quer que a jornada humana nos leve: uma linguagem universal em resposta às mais profundas buscas por Amor e Perda, por Pertença e Identidade, por estatuto e privilégios… e o vidro, em todas estas dimensões, é uma parte intrínseca desta fascinante história há pelo menos 4000 anos…

A Arte e o Ofício do Lampwork (fundir o vidro e formar cada conta individualmente na chama) é a base das minhas criações.

Tudo o que é necessário para as tornar “usáveis”, como correntes, articulações ou alfinetes, é feito na minha bancada de trabalho, não utilizo qualquer componente industrial.

BOTÂNICA

ANO 1413

A Peste bulbonica grassa na Europa – altamente contagiosa, vai causar milhões de vida. Surge o mito de botânicas secretas, alegadamente protetoras da infeção, ervas e óleos colocados em bicos e mascaras…… o ÒLEO do LADRÃO que permite a pilhagem de vitimas sem sucumbir a enfermidade.

Este é o mito…. E a receita está neste colar …..

BEES PLEASE STAY

ARCO-ÍRIS

Um símbolo de fé e esperança, universal e agregador. Uma promessa ancorada na memória coletiva.

Não está tudo perdido.

As cores do Arco iris não são garridas, esbatem se, há uma passagem subtil de uma para a outra, conseguido pela mistura de vidros entre eles. Cada conta é fundida e formada individualmente na chama.

Procuro sempre matéria prima de produção artesanais, maioritariamente de Lauscha ,da antiga Boémia, mas também de um segmente mais elevado da produção de Murano e da CIM.

JAPAMALA

Comecei a fazer Japamalas em Março 2020: um Lockdown obriga a procura de perspetiva para não perder o norte. Preto e vermelho, dia após dia. em diálogo. Boas e más notícias. Avanços e falhanços. Um teste de resiliência, a capacidade dos humanos a posicionar-se. Aos 108 contas fechei o primeiro Japamala e comecei o próximo. Conta após conta a remoinhar na chama. Um mantra.

Depois, as cores mudaram.

Cada conta é fundida e formada individualmente na chama com temperaturas acima dos 1000ºC

Procuro sempre matéria prima de produção artesanais, maioritariamente de Lauscha e Reichenbach ,da antiga Boémia, mas também de um segmento mais elevado da produção de Murano e da CIM.

JOGOS

Sempre jogamos. Faz parte da nossa condição. A própria palavra JOIA deriva do latim JOCALE: aquilo que dá alegria e prazer. Tem milhares de anos as centenas de gravações em pedra, tabuleiros na verdade, em dolmens e antas,, templos, degraus de igrejas ou fontenários: registo da procura de momentos de jocale.

Os tabuleiros dos meus Jogos gravo em pedras como antigas telhas de xisto . Os peões, já que não restam registos, tenho de inventar.

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